Jessica Olien, 23 de agosto de 2013. Fonte: Slate Magazine
No inverno, eu me mudei de Nova York para Portland, Oregon. As razões para a minha mudança eram puramente lógicas: Nova York era caro e estressante; e Portland, pensei, me ofereceria o espaço e tempo necessários para fazer meus trabalhos.
Ao chegar, eu aluguei uma casa e, felizmente, saí em busca dos "meus amigos". Fui a parques, livrarias, bares e encontros. Até tentei jogar golfe. Não é que eu não conheci pessoas. Eu conheci. Só que eu não senti nenhuma conexão com eles.Pra quem já foi social e otimista, me tornei triste e levemente paranóica. Eu sabia que precisava me conectar com pessoas para me sentir melhor, mas eu sentia como se eu fisicamente não pudesse lidar com mais interações vazias. Acordei no meio de uma noite em pânico. À tarde, a solidão vinha em ondas como uma febre . Eu não tinha idéia de como corrigir isso.
Sentindo-me incerta, comecei a pesquisar sobre solidão e me deparei com vários estudos recentes e alarmantes: a solidão não está apenas nos fazendo mal, ela está nos matando. A solidão é um grave risco para a saúde. Estudos sobre isolamento social com pessoas idosas concluíram que aquelas sem interação social adequada tinham duas vezes mais chances de morrer prematuramente. O aumento do risco de mortalidade é comparável à do cigarro. E duas vezes mais perigosa que a obesidade.


