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Boa leitura!

sábado, 17 de novembro de 2012

A intolerância enrustida


Hoje em dia, diversos grupos de indivíduos na sociedade se vangloriam de celebrarem a diversidade de culturas, filosofias e escolhas pessoais, e combaterem intensamente os preconceitos enraizados nela. No entanto, tal fachada de tolerância e boas intenções esconde uma verdade inconveniente: o desejo destes grupos de impor seus padrões ao resto da sociedade e sua intolerância com quem não pensa como eles.

Esses grupos frequentemente procuram criminalizar opiniões alheias às deles, pois por não terem capacidade para provar seus pontos de vista, a única forma de verem suas causas serem ouvidas e aplicadas é silenciando seus opositores.

Vamos fazer uma breve reflexão sobre o que os motiva a fazer isto, e como se proteger da toxicidade de suas ideologias.

Preconceito = associação negativa


Preconceito, segundo o Aurélio, é: 1) Ideia preconcebida; 2) Suspeita, intolerância, aversão a outras raças, credos, religiões ,etc.

A primeira definição de preconceito diz respeito às generalizações e associações baseadas na observação de características comuns a alguns grupos de indivíduos, tanto físicas quanto culturais. Exemplo: negros têm nariz grande e pele escura, o que faz com que sejam associados negativamente a macacos, isto é, animais menos inteligentes que o homem; muitos negros também são pobres e estão diariamente nos jornais e na TV em matérias policiais, fazendo-os serem também associados à pobreza e à criminalidade.

Ser associado negativamente a algo de ruim não é exclusividade dos negros, mas também de japoneses, nordestinos, portugueses, gays, loiras, etc. Praticamente todas as pessoas são rotuladas negativamente com base numa característica física ou comportamento comum de um grupo de indivíduos. Portanto, dizer que o preconceito impede que pessoas tenham oportunidades iguais é um completo equívoco, uma vez que praticamente todas as pessoas estão sujeitas a associações negativas; mesmo assim, a maioria delas não se sente abalada por isso, nem sente que isto as atrapalha em alguma coisa. Mesmo que os corinthianos sejam frequentemente associados às ralés, eles não são barrados de eventos da alta sociedade por causa apenas disso, assim como os pobres não são barrados da universidade devido exclusivamente a sua condição financeira.

Para que obtenham sucesso e reconhecimento, as pessoas devem aprender a quebrar essas associações negativas, não usando o sistema legal ou impondo ideologias, e sim adquirindo uma postura ativa ao buscar o seu espaço na sociedade, desvinculando tais preconceitos de sua pessoa (Leia mais em “Os Princípios Que Regem a Interação Social”, partes 2 e 3). Joaquim Barbosa e Luiz Felipe Pondé, respectivamente um negro e um nordestino, são exemplos de pessoas que, com empenho, trabalho e postura perante a sociedade, conseguiram desvincular as associações negativas atribuídas a seus grupos. Ninguém olha os dois com as associações negativas atribuídas a um negro e um nordestino, e sim como duas personalidades distintas cujas qualidades são indiscutíveis.

Usando o preconceito como arma


"Está perdendo o debate? Grite RACISTA, e você silencia
a oposição, finalizando a discussão e lhe permitindo
declarar vitória! Um comunicado público dos
progressistas americanos"
O ser humano em geral é muito bom em apontar os erros e os defeitos dos outros, no entanto, não é capaz de detectar seus próprios erros. É o problema da autoestima. A autoestima é um mecanismo de defesa que age de modo que uma pessoa não se sinta culpada por todas as coisas de ruim que acontecem ao redor dela e as fazem sentir bem consigo mesmas; no entanto, o excesso de autoestima leva a problemas. Pessoas de autoestima muito elevada se acham “perfeitas” e “infalíveis”. Se elas fracassam em alguma coisa, elas sempre tem alguém ou algo para atribuir-lhes a culpa.

Pessoas de autoestima elevada poem a razão de seus problemas equivocadamente em alguma coisa que elas acham ser a causa deles. É o que acontece com uma mulher emocionalmente descontrolada que não consegue promoção a um cargo para o qual ela tem qualificação, com um homossexual chato e fofoqueiro que não é convidado para as festas entre amigos e com um pobre orgulhoso que vê sua casa construída em terreno alheio ser demolida numa reintegração de posse. Tais pessoas, incapazes de identificar os próprios desvios comportamentais que afastam as pessoas e lhes trazem prejuízos, passam a culpar o “sistema”. Elas acham que a culpa é da sociedade que odeia e discrimina mulheres, gays e pobres.

E quando essas pessoas se unem entre si, procuram combater esse preconceito de associações negativas através de uma campanha de intolerância contra o senso comum – que nada mais é do que outra forma de preconceito, a definição número 2 do Aurélio. No geral, elas não percebem que estão combatendo fogo com fogo, não veem o preconceito que elas estão propagam como um preconceito em si. Mas têm outras pessoas que hipocritamente chamam sua política de discriminação como “positiva”.

Proteja-se dos “ismos”


E assim, a cada dia que passa, nos vemos mais bombardeados com ismos: racismo, machismo,  elitismo, colonialismo, etc. Todos esses termos, junto com “preconceituoso”, são utilizados por esses grupos para calar as vozes das pessoas que discordam deles.
Assim, se você acha que uma família formada por parceiros gays é errado, você é tachado por elas de preconceituoso e homofóbico; se você acha que uma mulher não deveria ocupar cargos que demandam força física ou capacidade de liderança, você é tachado de machista; se você acha que uma pessoa negra ou pobre não deveria entrar numa Universidade através das cotas, você é tachado de racista/elitista, etc. Você pode ter o argumento que for; o objetivo dessas pessoas é que você se cale. E para isso, elas vã se valer de tudo, desde fazer você se sentir culpado por ser “grosso” e “intolerante” com elas, até usar o sistema legal para criminalizar sua opinião.

Tais táticas só fazem mostrar o quanto elas são incapazes de olharem para si mesmas e descobrirem o quanto elas estão sendo hipócritas ao usarem intolerância para combaterem a intolerância que elas supostamente sofrem. É muito mais fácil chamar a outra pessoa de “preconceituosa” do que justificar e defender as causas de sua luta com base em argumentos racionais. É muito mais fácil ser passivo-agressivo do que tentar ser coerente. É muito mais fácil discriminar a pessoa do que refutar os pontos de vista dela.

Para se defender disto, portanto, recuse ser tachado com os termos que essas pessoas proferem. Se você é contra o feminismo, recuse o termo “machista”, pois este termo é apenas uma invenção feita para calar quem defende o lugar certo do homem e da mulher na sociedade, isto é, o homem cuidando dos suprimentos da casa trabalhando fora, e a mulher cuidando das coisas dentro de casa. Se você é contra casais gays, recuse ser tachado de homofóbico, pois eles no fundo sabem que seu estilo de vida é problemático e afeta qualquer criança cuidada em lares gays, e por isso farão de tudo para esconder esta realidade. Mostre o quanto eles estão errados e não sabem o que estão dizendo, quantas vezes for necessário.

Não se cale, pois o silêncio dá a eles tudo o que eles querem. Quebre as associações negativas que eles criam. Mostre as falhas dos argumentos deles e seus golpes baixos. Não deixe que eles vençam com a sua omissão, terminando por criminalizar o seu modo de pensar para sempre. Não tenha pena de expor os pontos de vista deles ao ridículo. A manutenção do bom senso e da verdadeira justiça e igualdade na sociedade também dependem de você.

3 comentários:

  1. Perfeito, a ideia do "politicamente correto" nada mais é que preconceito velado."Não toco no assunto e escondo meu preconceito". Se não tem preconceito o "politicamente correto" é inútil.

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  2. Esse tipo de coisa é usado pelas pessoas que querem o poder. Eles se apresentam como bonzinhos que defendem os oprimidos, mas usam isso como uma munição, como um eleitorado.

    O preconceito infelizmente existe em todos os lugares. Mas tem que ficar atento ao que é de verdade discriminação e o que é vitimismo. Eu sou pobre, vivo em lugar pobre e sei do que eu tô falando.

    O blog tá bom por enquanto, não li os livros porque já li bastante coisas dessa e tô sem saco agora.

    Vou continuar divulgando o teu blog.

    Visite o blog DETONANDOAMATRIX, procura ele no google porque não posso colocar o link aqui. E tenta fazer uma parceria com o dono dele.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, e bem vindo ao blog!

      Sobre o Detonando A Matrix, ele está relacionado no Agregador Masculino, assim como este blog. Não conferi ele ainda, mas vou visitá-lo.

      Excluir

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